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Vida pós-Navio: Sindrome do Regresso

São Paulo, Outubro de 2014 -
 Com fotos do navio para nostalgiar ainda mais o post. Tenho certeza que você, ex-crew ou ex-viajante, vai se identificar.

"Calma aí... Eu não estou falando de uma simples viagem de férias que deixou saudades, não... Eu eu estou falando de 8  meses de mar que marcaram a minha vida para sempre! Meses de adaptação dia após dia até sentir que aquele barco era mesmo a minha casa." 

Você que nunca embarcou muito provavelmente ainda não consegue entender o impacto que essas palavras tem, mas tenta, só tenta imaginar como seria a sua vida se de uma hora pra outra você estivesse morando em uma casa flutuante, trabalhando, se apaixonando, trabalhando, viajando, trabalhando, bebendo, trabalhando, fazendo amigos, vivendo, vivendo, vivendo. Tudo triplicado pra ter uma noção da intensidade com que as coisas acontecem. Mas ok, acabou o contrato, hora de voltar pra casa e eu estava imensamente feliz por isso.

A minha família é e sempre foram as pessoas mais importantes das minha vida e eu sempre soube que tudo isso era temporário, assim como se eu embarcar para outro contrato, o regresso sempre fara parte dos meus planos porque assim como eu já disse em outro post, ter para quem voltar faz tudo ficar menos dificil e ter outro sentido de ser.

Mas de repente você não se encontra na tua propriá casa e se sente mal por se sentir mal em estar ali. Opa! Tem alguma coisa errada nisso aí...

No meu primeiro dia em casa apesar de tudo estar muito diferente, o cansaço tomou conta depois de comer eu apaguei, eu havia planejado dormir por semanas, mas não... Acordei no dia seguinte as 07 HORAS DA MANHÃ num pulo de quem estava uma hora atrasada para começar o duty. Meu Deus, o capo vai me matar! -Olha em volta, esfrega os olhos, cai na real-... Você esta em casa, não tem capo, não tem duty, não tem Veneza, nem Grécia e não tem nem mais crewbar.

Levantei, lavei o rosto e escovei os dentes com a calma que eu não tinha já a muito tempo para fazer essas coisas simples, a mesma calma que eu preparei meu café da manhã enquanto meus pais ainda dormiam. Na internet não tinha nada que em 5 minutos eu não conseguisse ver, e na TV? Rá... Na TV a mesma Anna Maria Braga de sempre.

1hora. Uma hora foi o tempo que eu levei para perceber que um dia depois de pisar na minha própria casa eu não estava mais feliz.  Casa estranha... esse quarto enorme que mesmo cheio dos cacarecos que eu trouxe do navio ainda parecia vazio, e sem cabinmate.

"Claro que tudo ia ficar melhor quando eu saísse e fosse ver os meus amigos, fosse para os "bares" que eu costumava ir antes e fazer as coisas que eu costumava fazer... "

Eu juro que tentei acreditar nisso mas voltar para o meu pais de origem me fez parecer que eu voltei no tempo e ver que tudo continua exatamente igual me deu uma certa angustia.

As coisas começaram a piorar quando eu "me dei conta" que os meus pais ainda precisavam trabalhar em dia semana, não interessava que eu estava de ferias, alias... Nunca interessou porque embora a saudade fosse muito grande de ambas as partes, tanto eu vivi sem eles, como -triste- eles viveram normalmente sem mim.  Os meus amigos que trabalhavam durante o dia estavam no meio do semestre da faculdade a noite, loucos com o tcc e afins e claro, ve-los seria quase impossível durante a semana... As pessoas continuaram vivendo suas vidas e se acostumaram a não me ter ao redor.

Mesmo assim eu tinha a impressão de que por aqui tudo continua exatamente igual.
Eu fiquei tanto tempo fora , consegui tantas experiências novas, conheci tanta coisa que nem pensava em conhecer... Mas e por aqui o que houve? O que tempo parou ?

Depois de uma semana eu finalmente consegui reencontrar meus amigos, fizeram uma reunião pra me receber e foi mesmo muito bom te-los por perto. Eu contei como foi a viagem, mas aquela conversa mais profunda só aconteceu com aqueles que já tiveram uma experiência similar ou já havia viajado para o exterior. De resto as conversas são sempre as mesmas: 'como foi lá' 'me diz tudo!' 'qual é seu lugar preferido?' e pra quem viajou, essas perguntas são muito difíceis. Como vou resumir em 5 minutos qualquer uma dessas perguntas? Viajei para tantos lugares diferentes que é impossível falar qual é meu preferido.
Te dizer tudo? Senta aí que daqui a 1 ano eu termino. As conversas pareciam ter se tornado algo superficial. Tudo aquilo que eu vivi, toda a minha rotina no navio é uma outra vida, e vamos ser sinceros... Não interessava para nenhuma daquelas pessoas. Ninguém aqui sabe de nada e não adianta falar sobre alguma coisa de lá poque não vai ter uma ligação entre essas pessoas e aquela experiência.  Não tenho mais a discussão que eu tinha com meus amigos de lá e não posso mais comentrar: 'pô, isso me lembra aquele dia que a gente foi para Paradise Beach em Mykonos e ficou perdido por horas'. Ahhh, e sim. Eu preciso te dizer que você irá parecer presunçoso demais quando a cada 10 fases, 9 começarem com 'Teve um dia na Itália... Teve um dia na Grécia...'. As pessoas irão entender que o fato de você só falar daquilo e as vezes não querer sair para aquele mesmo barzinho "de sempre" quer dizer que você esta metida demais para ser a mesma de antes. Aquele papo de 'Subiu pra cabeça!'... Coitados, mal sabem... E acreditem, eu cheguei a ouvir de uma amiga a seguinte frase com todas essas palavras: 'Você só sabe falar de navio, parece que esta parada no tempo em que estava lá'. É, e todos vocês me parecem estarem parados no tempo também, mas não no tempo em que estava fazendo algo legal para suas vidas e sim no tempo em que decidiram que
casa+cachorro+faculdade+salariominimo+marido+3filhos é = a felicidade. Vai ver que é mesmo, vai ver que a estranha sou eu, mas vai ver que não.

Depois de algumas semanas as pessoas já não querem te ouvir falar da sua viagem. Na real, depois de algumas semanas eu já cansei de ter que falar da viagem. Mas, na minha cabeça, é inevitável fazer comparações. Dizem que a adaptação em um pais diferente leva 6 meses, já a readaptação ao pais de origem dura 2 anos. Imaginem isso aplicado para a vida a bordo! 1 mês de adaptação no navio e uma vida para me acostumar com esse comodismo dessa vida em terra...
Parece que o bichinho do navio me picou e esta se manifestando agora nesse choque cultural reverso, apelidado como síndrome do regresso. E agora?
Reembarcar ou me reacostumar?
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About Harlye Mielli

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26 comentários:

  1. Ser feliz ... Independente da escolhida feita !!! Linda =)

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    1. Com certeza Carol! Mas é complicado viu, eu ouvia as pessoas falando sobre essa dificuldade de readaptação e não dava bola.. O bicho pega de verdade! rs

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  2. Harlye, você conseguiu descrever com precisão tudo que senti quando voltei para o Brasil. Parabéns!
    E sinto dizer, depois de 4 anos, ainda sinto tudo isso =(

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    1. Obrigadaaa Denise:)
      Poxa, eu imagino que seja exatamente isso... Vai ver é o preço que a gente tem que pagar por ter vivido tanta coisa legal! :(

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  3. Eu tinha escrito um texto aqui nos comentários, e esqueci de enviar kkkkk. Assim, após exatos 3 anos (hoje fazem 3 anos sim, que desembarque do Costa Fortuna, como snack também!!!), ao reler teu texto, a dúvida, a saudade e as lembranças pairaram na minha mente. Não vou conseguir mais trabalhar, pois aquela sensação de querer voltar vai permanecer em mim até sabe lá quando kkkkk. É uma experiência sem igual, sem explicação!! Tudo ainda continua muito diferente aqui, e mais ainda, o comparativo não deixou de existir! A sensação de que aqui não é mais a minha casa, reina no peito. Mas foi uma experiência maravilhosa e devemos sempre estar abertos a novas e melhores! Sucesso na vida e paz!!

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    1. E sabe Wellen, eu imagino que daqui a 3 anos eu vá sentir o que sentiu ao ler. :(
      É incrível né? 8 meses capazes de mudar a vida da gente pra sempre! Eu quero reembarcar, com toda certeza do mundo, mas tenho medo que isso vire um ciclo vicioso e não consiga parar nunca! kkk
      Sucesso pra ti também, beijão!:)

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  4. Eu tinha escrito um texto aqui nos comentários, e esqueci de enviar kkkkk. Assim, após exatos 3 anos (hoje fazem 3 anos sim, que desembarque do Costa Fortuna, como snack também!!!), ao reler teu texto, a dúvida, a saudade e as lembranças pairaram na minha mente. Não vou conseguir mais trabalhar, pois aquela sensação de querer voltar vai permanecer em mim até sabe lá quando kkkkk. É uma experiência sem igual, sem explicação!! Tudo ainda continua muito diferente aqui, e mais ainda, o comparativo não deixou de existir! A sensação de que aqui não é mais a minha casa, reina no peito. Mas foi uma experiência maravilhosa e devemos sempre estar abertos a novas e melhores! Sucesso na vida e paz!!

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    1. E sabe Wellen, eu imagino que daqui a 3 anos eu vá sentir o que sentiu ao ler. :(
      É incrível né? 8 meses capazes de mudar a vida da gente pra sempre! Eu quero reembarcar, com toda certeza do mundo, mas tenho medo que isso vire um ciclo vicioso e não consiga parar nunca! kkk
      Sucesso pra ti também, beijão!:)

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  5. Eu tinha escrito um texto aqui nos comentários, e esqueci de enviar kkkkk. Assim, após exatos 3 anos (hoje fazem 3 anos sim, que desembarque do Costa Fortuna, como snack também!!!), ao reler teu texto, a dúvida, a saudade e as lembranças pairaram na minha mente. Não vou conseguir mais trabalhar, pois aquela sensação de querer voltar vai permanecer em mim até sabe lá quando kkkkk. É uma experiência sem igual, sem explicação!! Tudo ainda continua muito diferente aqui, e mais ainda, o comparativo não deixou de existir! A sensação de que aqui não é mais a minha casa, reina no peito. Mas foi uma experiência maravilhosa e devemos sempre estar abertos a novas e melhores! Sucesso na vida e paz!!

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    1. E sabe Wellen, eu imagino que daqui a 3 anos eu vá sentir o que sentiu ao ler. :(
      É incrível né? 8 meses capazes de mudar a vida da gente pra sempre! Eu quero reembarcar, com toda certeza do mundo, mas tenho medo que isso vire um ciclo vicioso e não consiga parar nunca! kkk
      Sucesso pra ti também, beijão!:)

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  6. Estou no meu quinto contrato e já se passaram dez anos desde o meu primeiro embarque... Tentei duas vezes me adaptar à vida na terra sem sucesso....seu texto é mais que perfeito!!! Realidade pura!!!

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    1. Obrigada Biel,
      muito complicado isso tudo. Eu não queria nem fazer um segundo contrato, quanto menos vaaaaarios contratos, mas essa vida em terra não enche meus olhos mais, então o unico jeito vai ser reembarcar!

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  7. Eu também não consegui me readaptar. Desembarquei em 2010, fiz um curso de comissário de voo em Curitiba, fui morar em SP trabalhando na TAM, não consegui mesmo assim, e então em 2012 migrei para o Canadá e aqui consegui me fixar. Ainda estou em terra, mas, por ser tudo tão diferente do Brasil, mas, tão mais parecido com o que eu queria, estou feliz. Realmente não é nada fácil esse retorno.

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    1. Nossa, Douglas; Mesmo trabalhando como comissário voce não conseguiu se readaptar? Meu objetivo é entrar na aviação daqui um tempinho, acho que talvez assim eu me conforme em ficar em terra, ou talvez não rs
      É muito complicado mesmo, mas faz parte né? :(
      Beijos!

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Nossa que texto! E é incrível porque mesmo sem nunca ter embarcado, é essa a impressão que eu tenho sobre o meu retorno (sim, porque eu estou me preparando para embarcar). Não gosto e não me adapto a essa vida na terra com essas mesmices e bobeiras que acomodam as pessoas. Me irrito porque nenhum dos meus amigos pensa como eu e acham que eu viajo na maionese, mas enfim, vejo que eu não estou sozinha nessa. Sucesso flor, quem sabe um dia a gente se esbarre :* www.samaramelk.com.br

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    1. Obrigada Samara!!! Otimo saber que tem pessoas que concordam comigo:D As pessoas nunca vao entender, as vezes nem a gente entende, só sente!
      Suceso, a gente se ve por ai! <3

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  10. Parabéns conseguiu traduzir tudo o que muita gente sente qdo desembarcamos.... Incrivel.

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    1. Obrigada Gustavo! é bem isso que acontece, uma confusao na cabeça da gente e uma vontade enorme de voltar! <3

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  11. Que post sensacional, aliás o blog todo me faz viajar sem sair de casa, e lendo esse post, mesmo não tendo embarcado, (ainda), o sentimento que um emprego norma, uma vida normal, casar e ficar aqui nessa rotina, não parece ser parte de mim, tbm sou formado comissário....e namorei uma comissária, e ai tive a real certeza que ficar aqui parado definitivamente não é meu lugar! Harlye, continue a escrever pq eh bom demais de ler! E se alguém não se identificar é porque realmente foi feito para digamos viver a "normalidade" de uma vida monótona! Beijão e Parabéns!

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    1. Muito obrigada, Marlon! Fico super feliz em saber que eu consigo passar isso pra quem esta lendo:)
      Existem pessoas que não entendem essa nossa vontade de ir conhecer o lado de lá, mas isso já faz parte do que nós somos, e nada vai mudar! Sucesso pra ti, otimos contratos, muitas historias pra contar, e obrigada outra vez! Um beijoo, se cuida!

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  12. Que post sensacional, aliás o blog todo me faz viajar sem sair de casa, e lendo esse post, mesmo não tendo embarcado, (ainda), o sentimento que um emprego norma, uma vida normal, casar e ficar aqui nessa rotina, não parece ser parte de mim, tbm sou formado comissário....e namorei uma comissária, e ai tive a real certeza que ficar aqui parado definitivamente não é meu lugar! Harlye, continue a escrever pq eh bom demais de ler! E se alguém não se identificar é porque realmente foi feito para digamos viver a "normalidade" de uma vida monótona! Beijão e Parabéns!

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    1. Muito obrigada, Marlon! Fico super feliz em saber que eu consigo passar isso pra quem esta lendo:)
      Existem pessoas que não entendem essa nossa vontade de ir conhecer o lado de lá, mas isso já faz parte do que nós somos, e nada vai mudar! Sucesso pra ti, otimos contratos, muitas historias pra contar, e obrigada outra vez! Um beijoo, se cuida!

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  13. Sei que esse post é antigo e ninguém provavelmente vai ver esse comentsrio, mas preciso tirar isso do peito.
    A angústia que me cerca é enorme. Voltei do navio pela segunda vez, tive depressão la dentro nesse último contrato, e não consigo parar de pensar em voltar, e isso está me matando!
    Tudo parado, eu me sinto um inutil, ver séries já não me faz bem, livros estão tediosos, eu quero trabalhar, quero dormir em um país e acordar em outro, quero viver. Mas então lembro do navio, de como vivia cansado, de como era triste, e fico mal comigo mesmo por querer voltar pra lá.
    Realmente, voltar do navio requer um tratamento psicológico. Porque tá foda.

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    1. Opa, to aqui pra compartilhar da sua dor!
      Exatamente tudo que voce falou, TUDO, faz sentido na minha vida. Ainda hoje, numa realidade melhor que Brasil, não existe um só dia em que eu não sinta falta do navio. E ai a gente se sente mal, porque poxa, lá vive sempre cansado e querendo ir pra casa, e mesmo assim, quando a gente esta em terra não consegue pensar em outra coisa a nã ser, voltar. E muito muito complicado, quase que um caminho sem volta, requer quase que uma reabilitação...
      Toca aqui, Douglas. Tamo juntos! :'(

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  14. Sei que esse post é antigo e ninguém provavelmente vai ver esse comentsrio, mas preciso tirar isso do peito.
    A angústia que me cerca é enorme. Voltei do navio pela segunda vez, tive depressão la dentro nesse último contrato, e não consigo parar de pensar em voltar, e isso está me matando!
    Tudo parado, eu me sinto um inutil, ver séries já não me faz bem, livros estão tediosos, eu quero trabalhar, quero dormir em um país e acordar em outro, quero viver. Mas então lembro do navio, de como vivia cansado, de como era triste, e fico mal comigo mesmo por querer voltar pra lá.
    Realmente, voltar do navio requer um tratamento psicológico. Porque tá foda.

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